Pesquisa da USP revela que 18% das mulheres sentem dor durante ato sexual

Incômodo durante as relações sexuais, junto ao estresse, pode reduzir o apetite sexual feminino com o passar dos anos. É isso que comprovou uma pesquisa feita por integrantes do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

O estudo traz ainda outro dado alarmante: quase metade das mulheres brasileiras vão apresentar alguma reclamação sexual durante suas vidas. O preconceito sobre o assunto dificulta uma análise mais completa, o diagnóstico e tratamento para que elas tenham sintam-se bem.

Se no Brasil, de acordo com a pesquisa da USP, 18% das mulheres sentem algum tipo de dor durante a relação sexual, as norte-americanas também passam por situação similar. Lá, de acordo com um levantamento feito pela Associação Americana de Psiquiatria, 15% das mulheres apresentam dificuldade parecida.

O que as duas pesquisas têm em comum? A constatação de que, mesmo indo com muito frequência ao ginecologista, as mulheres demoram entre três e quatro anos para relatar o problema ao profissional.

As causas das dores podem ser infinitas, mas as consequências impactam diretamente na qualidade da vida sexual delas.

Além das dores, outros fatores que reduzem o desejo sexual feminino estão ligados diretamente ao estresse, angústia e ansiedade, as chamadas doenças da atualidade. Estas são potencializadas por:

  • Rotinas exaustivas;
  • Trânsito caótico;
  • Duas ou três jornadas;
  • Avanços tecnológicos;
  • Relacionamentos abusivos.

A soma de dois ou mais fatores vai impactar diretamente no interesse sexual delas, desestimulando a prática.

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